O ano de 2025 revelou-se muito favorável para o mercado imobiliário comercial em Portugal, registando um volume de investimento na ordem dos 2,7 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 11% face a 2024. Este desempenho posiciona o mercado cerca de 13% acima da média dos últimos três anos, confirmando uma trajetória de recuperação sólida e consistente.

Ao longo do ano, verificou-se um aumento significativo do valor médio das operações, refletindo uma maior concentração de capital por ativo e uma crescente confiança dos investidores. O ticket médio por transação registou um crescimento de 5%, com especial destaque para o último trimestre, que concentrou aproximadamente 902 milhões de euros em investimento, encerrando o ano de forma bastante robusta.


Perspetivas positivas para 2026
Com base no dinamismo observado em 2025 e num crescimento transversal aos vários segmentos do mercado, as perspetivas para 2026 são claramente otimistas. As projeções apontam para a continuidade dos níveis de atividade, sustentadas por um ambiente de maior estabilidade macroeconómica, manutenção da liquidez e renovado interesse por ativos de qualidade.
A estabilização das taxas de juro, o controlo progressivo da inflação e a retoma gradual da economia europeia criam um contexto favorável à reativação de decisões de investimento anteriormente adiadas, reforçando a procura por ativos core e localizações prime.
Após um ano marcado pela recuperação dos volumes e pelo regresso de operações de grande escala, 2026 surge como um período particularmente promissor para o imobiliário comercial em Portugal, com oportunidades relevantes em todos os setores.

Retalho mantém liderança no investimento
O setor do retalho destacou-se em 2025, concentrando cerca de 32% do volume total investido, com especial incidência nos centros comerciais, que registaram um crescimento homólogo de 26%.
Os segmentos de escritórios e logística foram os que apresentaram maior crescimento percentual ao longo do ano, com aumentos de 92% e 114%, respetivamente, ainda que representem quotas de mercado mais reduzidas. Já o setor hoteleiro manteve um nível de investimento estável, confirmando a sua resiliência e atratividade junto dos investidores.

Fonte: Idealista